a alegria que respira é tão fóssil
sombra de quem vivia a minha porta
dentre a minha solidão
quase não sei os castelos que vejo
elucidados pela sua embriaguez
caminharia entre minhas mãos?
me dizia confidente que o medo atrai o ócio
estou disposta a ir até seu purgatório
só pra ver você
fazer outra colcha de retalhos
encobri sua preguiça ideológica ideológica
porque voltou
porque voltou
atrás?
quem sabe em outra volta
outro beijo no rosto
o pleonasmo vicioso
de abandonar o anormal
o arrependimento ressucita
num fiscal que nada vê
mas nem tentar me posso
caminharia entre minhas mãos?
caminharia entre minhas
nem tudo só faz sentido quando deixa de existir